Amar e mudar as coisas no arco-íris de Euá: sagrado não binário, epistemologia do a(fé)to e teologia queer de orixá como alternativas à transfobia religiosa
Resumo
Comento aqui, de modo ensaístico, sobre Euá (Ewá), a orixá do arco-íris, a qual podemos compreender como a orixá do amar e mudar as coisas, graças a algumas das qualidades dela como a sensibilidade; a delicadeza; a clarividência; a intuição; o sexto sentido; a criatividade; a imaginação; e a inteligência. A partir das qualidades de Euá e de características que, tradicionalmente, são atribuídas a ela e a quem a segue, gostaria de instigar novas reflexões e diálogos acerca de papéis e interpretações de gênero desempenhados em ambientes religiosos/espiritualistas/esotéricos; ventilando algumas provocações por meio de conceitos como teologia queer de orixás, sagrado não binário e epistemologia do a(fé)to, aqui pensados como alternativas à transfobia religiosa/espiritualista/esotérica, mas que podem ser aplicados por quem lê este texto em uma miríade de possibilidades.