
A indústria de mídia no Brasil, altamente concentrada, caracteriza-se usualmente pela homogeneidade de enquadramento. Ademais, os veículos ligados às grandes corporações midiáticas e com as maiores audiências tendem a refletir os pontos de vista de uma minoria e nem sempre seguem os bons padrões de jornalismo. Durante os governos de Lula e Dilma, entre 2003 e 2016, a radicalização ideológica do discurso midiático abriu espaço para os chamados blogues progressistas. Estes, apesar de contarem com recursos limitados, procuravam fornecer um contraponto à grande mídia, garantindo algum pluralismo, oferecendo visões alternativas e monitorando seu desempenho. Entre os blogues progressistas e a mídia hegemônica foi estabelecida assim uma disputa de enquadramento.