O QUE MEDEM OS INSTRUMENTOS DE BEM-ESTAR?

LIMITES ANALÍTICOS E INVISIBILIDADES DE GÊNERO NA REALIDADE DE MULHERES DOCENTES E PESQUISADORAS

Authors

DOI:

https://doi.org/10.15603/2176-1019/mud.v34.pe2025-022

Keywords:

docentes universitárias, saúde mental, bem-estar no trabalho

Abstract

O bem-estar tem sido reconhecido como um fator essencial no trabalho. Nas universidades, mulheres docentes têm enfrentado desafios específicos que comprometem sua saúde mental. Neste estudo buscou-se identificar e analisar os principais instrumentos de medida utilizados para avaliar o bem-estar desta categoria profissional. Trata-se de uma revisão sistemática da literatura, conduzida em oito bases de dados (SciELO, PePSIC, LILACS, Scopus, PubMed, Web of Science, Google Scholar e Periódicos CAPES), considerando publicações entre 2019 e 2024. Após a aplicação dos critérios PRISMA, foram selecionados 20 artigos, dos quais foram identificados 18 instrumentos voltados à mensuração de oito variáveis distintas. Os resultados evidenciam uma diversidade de enfoques, abordagens generalistas de bem-estar e ausência de análises sensíveis a gênero. Identificou-se uma lacuna metodológica e epistemológica na literatura recente, ressaltando a necessidade de instrumentos e estudos adequados à realidade de mulheres docentes, considerando interseccionalidades para a promoção de equidade, saúde mental e justiça acadêmica.

Author Biographies

Danieli Garcia de Oliveira Santana , Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG/Divinópolis)

Estudante de graduação em Psicologia. 

Michelle Morelo Pereira, Universidade do Estado de Minas Gerais

Doutora em Psicologia, docente da Universidade do Estado de Minas Gerais, UEMG/Divinópolis.

Raissa Barbara Nunes Moraes Andrade , Universidade Federal de Lavras (UFLA)

Psicóloga (2013), Mestre (2016) e Doutora (2019) em Psicologia pela Faculdade de Filosofia Ciências e Letras de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FFCLRP-USP). Professora Adjunta do Instituto de Ciências, Tecnologia e Inovação (ICTIN) da Universidade Federal de Lavras (UFLA). Membro do Laboratório de Psicologia Organizacional e do Trabalho (LabPOT-USP). Pós-doutorado no Departamento de Psicologia da FFCLRP-USP. Membro do Grupo de Trabalho "Configurações do trabalho na contemporaneidade e a Psicologia Organizacional e do Trabalho (GT 83) na Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Psicologia (ANPEPP). 

Taíssa Cristina de Pádua Soares , Libertas - Faculdades Integradas

Estudante de graduação em Psicologia.

Rayana Santedicola Andrade , Universidade Federal da Bahia, UFBA

Professora Associada I na Universidade Federal da Bahia (UFBA), Campus Anísio Teixeira. Graduação em Psicologia, pós-graduação Latu Sensu em Administração pela UFBA (2002). Mestrado (2008) e Doutorado (2018) pelo PPGPSI-UFBA na área de Psicologia Social do Trabalho. Membro da Associação Brasileira de Psicologia Organizacional e do Trabalho (SBPOT) desde 2001. Integrei a Coordenação de área do X CBPOT (2022) e a Comissão Científica do XI CBPOT (2024). Sou membro da Diretoria da Associação Brasileira de Psicologia Organizacional e do Trabalho (SBPOT) no biênio 2024/2026. Integro o GT 83 da ANPEPP: "Psicologia Organizacional e do Trabalho e Mudança Social: contribuições e potencialidades" (2024/2026).

Published

2026-03-02

How to Cite

Garcia de Oliveira Santana , D., Morelo Pereira, M., Barbara Nunes Moraes Andrade , R., Cristina de Pádua Soares , T., & Santedicola Andrade , R. (2026). O QUE MEDEM OS INSTRUMENTOS DE BEM-ESTAR? LIMITES ANALÍTICOS E INVISIBILIDADES DE GÊNERO NA REALIDADE DE MULHERES DOCENTES E PESQUISADORAS. Mudanças: Psicologia Da Saúde, 34, e2025–022. https://doi.org/10.15603/2176-1019/mud.v34.pe2025-022