Resumo
A televisão, uma instituição formadora de boa parte do imaginário coletivo brasileiro, está sendo influenciada pelo digital como universo de dispositivos técnicos em que os velhos meios se adaptam às novas condições a fim de sobreviver em combinação com outras espécies midiáticas, novos formatos e lógicas que redesenham aceleradamente esse sistema. Por meio de pesquisas bibliográfica e documental, além de entrevistas com 10 jornalistas de TV do país, nosso percurso metodológico se fundamenta na tentativa de compreender a expectativa da chamada DTV Mais e tecnicamente TV 3.0 como política pública de comunicação que, em 2025, chega com atraso a fim de retomar a ideia outrora abolida de inclusão e interação entre emissoras televisivas e telespectadores, assim como ocorre na internet, é a TV híbrida em um país de contrastes sociais como o deserto de notícias e a falta de cobertura ampla do sinal digital para a própria televisão. Ainda como resultado das tecnologias digitais, o uso do smartphone, no papel do Mojo, tem influenciado o trabalho do jornalista de TV no Brasil onde a impressão construída entre essa categoria é de que o recurso tecnológico se tornou fonte de economia do capital conduzindo a uma precarização e não para a finalidade de linguagem complementar à deontologia do telejornalismo, como se dá principalmente na Europa.

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